terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Recordações

Estamos mudando de casa mais uma vez...eu não sei quando vamos conseguir, mas por via das dúvidas, já vamos encaixotando tudo (é o esporte preferido do meu pai). Mudança significa remexer tudo, organizar o que permanecerá conosco e nos livrar daquilo que não irá. 
Confesso que colocar os papéis em ordem, para mim, sempre foi um tanto doloroso. Eu tenho mania de arrecadar uma quantidade imensa de souvenirs ao longo dos anos. E minha memória é infalível: se olho uma folha de apostila suja e cheia de vincos em meio aos meus papéis, sei de quem era, e em que ocasião veio parar em minhas mãos. E ainda enrubesço, envergonhada diante de mim mesma por "roubar" esse tipo de coisa. Vai muita coisa para o lixo. As cartas, não. Dou muito valor às correspondências e bilhetes. É mal de família. Mas, se um dia alguém vir a ser importante, pode virar dinheiro (até o Gabriel Chalita faz isso).
Aliás, nessa época do ano, todas as lixeiras estão cheias de memórias: conveites para formaturas e cartões de Natal rasgados, votos de felicidade e fotos. Mas hoje o lixeiro já passou.
Agora à noite estamos fuçando nas fotos. Eu juro que não sei por que as pessoas tiram fotos. Veja o exemplo abaixo:



Meu Pai: Sua mãe devia patentear esse penteado.

Certeza que a Lady Gaga iria querer usar!

Minha mãe é a que não está de gravata (meu pai tira sarro, mas olha a belezinha que ele era). Bom, antes uma foto antiga deles do que uma minha.

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