Existem muitos problemas relacionados à inclusão de deficientes físicos na dança, e isso é bem fácil de se vislumbrar.
Não é raro o contato com apresentações em que, embora sejam os bailarinos com deficiência física o grande chamariz para o público, eles quedam relegados ao segundo plano, meros coadjuvantes, enquanto bailarinos que não apresentam este tipo de deficiência constituem a matéria humana mais utilizada, mesmo quando mal aparecem no cartaz.
Por outro lado, existem aqueles grupos em que as grandes estrelas são os deficientes físicos, por vezes não havendo, no palco, um único bailarino que não apresente deficiência. O que entristece o público é que, às vezes, o coreógrafo não aproveita o potencial do grupo, resultando em apresentações de pouca qualidade, e isso, a meu ver, não é uma verdadeira inclusão.
A verdadeira inclusão ocorre quando se exige dos bailarinos tudo o que eles são capazes; afinal, os bailarinos portadores de deficiência física também devem encantar o público, e o trabalho que os envolve deve apresentar uma estética convincente, respeitando sua capacidade e sua dignidade.
Ora, muitos portadores de deficiência vem se mostrando competentes e mesmo competitivos em várias atividades artísticas e esportivas, havendo destaques no atletismo, por exemplo.
O vídeo que recebi por e-mail é um exemplo de um casal de bailarinos dotados de talento, equilíbrio, leveza e coordenação; características que foram muito bem aproveitadas que por um coreógrafo destemido. Emocionante e maravilhoso pas-de-deux.