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terça-feira, 6 de setembro de 2011

saldo do fim de semana

Neste fim de semana o Raul locou o Death Proof, do Tarantino, parte do excelente projeto Grindhouse, tramado pelo diretor e seu comparsa Robert Rodriguez. O Raul queria rever o filme e eu, juro, nunca tinha assistido. É sério. Foram meses acompanhando todas as promessas de lançamento do filme no Brasil pelo finado Toscorama do Daniel Hassegawa - o melhor blog que este planeta já viu -  e, quando o filme finalmente foi lançado, não assisti. Não sei por que. Devia ser birra. 





Bom, o fato é que eu adorei o filme. É sempre bom ver o impiedoso Tarantino construindo personagens para depois atirar os melhores ao fogo sem remorsos. Sempre bom ouvir esse tipo esmerado de trilha sonora enquanto a carnificina triunfa na tela. Colocar atrizes bonitas para viver personagens esculachadas também resulta em um bom efeito de humor.  
Quem falou mal deste filme mentiu. 



Também li o segundo livro da Umbrella Academy, o The Umbrella Academy: Dallas. Eu já sabia desde a semana passada que as bancas de Maringá estão turbinadas com livros de quadrinhos estrangeiros lançados no Brasil pela Devir Livraria, mas só pude comprar meu exemplar este sábado. 
O roteiro é de Gerard Way (esse cara é vocalista do My Chemical Romance...como vocês podem ver, todo mundo tem um talento, por mais escondido que possa estar) e o ilustrador é Gabriel Bá, vencedor dos prêmios Eisner e Harvey, muito conhecido  pelo 10 pãezinhos, trabalho que desenvolve com seu irmão gêmeo, Fábio Moon.



Este sombrio volume, datado de 2008, traz a continuação das desventuras vividas pela descompassada família de super heróis composta por sete crianças com super poderes, adotadas por um alienígena disfarçado, contando ainda com uma mãe robô - construída especialmente para este fim - e pelo chimpanzé Pogo, a única referência de carinho na vida dos pequenos.
Tratando em grande parte da vida adulta dos personagens, o volume traz, entre outas coisas, viagens no tempo, paradoxos temporais, novos personagens insanos e conflitos diversos, sejam estes íntimos, familiares ou internacionais.
É uma satisfação acompanhar a série, cujos super heróis têm poderes inusitados, porém muito práticos em seu contexto.


Hazel e Cha-Cha, meus favoritos.

Um interessante vilão




Saldo do fim de semana: tudo recomendadíssimo.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Festival de Cinema de Maringá

Enfim eu fui ao Festival de Cinema de Maringá! O evento está em sua 8ª edição, a sétima que eu frequento, e, apesar de sua simplicidade, possui uma mostra organizada com esmero, além de oficinas, palestras, e debates. 
Logo na entrada, encontrei uma amiga querida que eu não via há muito tempo, como de praxe no evento.
Assisti aos dois últimos curtas da noite, e me encantei com a animação Menina da Chuva, dirigido por Rosaria (RJ). Gosto da força de sua mensagem, e dos traços, econômicos, cômicos e com cara de sketch.




Quem quiser ver um trecho pode tentar aqui. 


Vi também Agnus, curta de ficção que deve ser de terror (censura 14 anos), e que não faz meu "gênero", por vários motivos.


Mas o festival vai até sexta-feira e eu espero poder assistir a mais filmes, votar em meus favoritos e encontrar amigos que andam sumidos.


Alguém mais visitou a mostra? 

domingo, 1 de maio de 2011

O passo suspenso da cegonha

Ontem fui ao Projeto Um Outro Olhar depois de muito tempo, por causa de um filme em especial: O Passo Suspenso da Cegonha, de Theo Angelopoulos, lançado em 1991 (o ano conflituoso em que, entre outros eventos de grandes proporções, extinguiu-se a URSS).  
O retrato de uma vila no norte da Grécia onde refugiados de vários países, como por exemplo o Irã, a Turquia, a Albânia e a Polônia, convivem confinados em um bairro em expansão, cheio de conflitos, à espera da liberação do governo para que possam seguir suas vidas em "outro lugar", que eles não sabem ao certo qual é, mas que significa, para eles, a liberdade, as oportunidades e a vida que anseiam.


"Quando a Terra começar a se queimar por ter se aproximado demais do Sol, a humanidade terá que  procurar outros planetas. Será a Grande Migração, como ficará conhecida posteriormente na história. As pessoas deixarão seus lares, com todos os recursos disponíveis, e se reunirão no Deserto do Saara. Lá haverá uma criança empinando uma pipa, bem alto. E então a humanidade toda segurará a linha da pipa rumo a outro planeta. Alguns levarão uma plantinha, uma rosa, um punhado de grama, ou um animal recém-nascido. E outros irão levar todos os livros de poesia já escritos. Será uma grande jornada".


Fábula contada por um velho refugiado para "entreter" uma criança, dentro de uma espécie de container que lhes servia de casa. Um trecho sentimental e representativo do filme.


Afora a jornada coletiva dos refugiados, que cruzam a fronteira porém permanecem prisioneiros de uma estigmatização, exclusão e intolerância que só faz crescer, há aquelas jornadas pessoais, tão dolorosas quanto.
Então, quando acaba o filme acaba você não pensa apenas em como o governo italiano lidará com as centenas de líbios que atualmente migram para a Itália, ou nas condições em que os refugiados vivem na Alemanha (embora a imprensa frequentemente os retrate como os vilões, que querem usufruir do Estado Democrático de Direito  sem respeitar as leis) ou nas pessoas que não conseguem asilo político no Brasil, ou mesmo na questão máxima: "como pode uma pessoa ser ilegal?", mas também no anseio de cada ser humano de se sentir em casa. Para onde é esta viagem? Nós nos aproximamos ou afastamos de casa?
E então, entre as indagações do fime, "Como alguém foge? Por quê? Para onde vai? Como se pode renunciar à própria identidade? O que é ser um refugiado? Quantas fronteiras teremos que cruzar até estarmos em casa?" surge, em minha mente, uma outra questão, de outro filme, O Deserto Vermelho (Antonioni, 1964), de uma outra época, em um outro contexto, mas que pode muito bem ser trazida para este: Será que existe algum lugar no mundo em que se possa se sentir bem?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eu fui ao cinema

Já faz um tempinho, eu fui ao cinema e assisti ao filme "Enrolados" da Disney, que conta uma versão divertida da história da Rapunzel. 


Eu adorei o clima medieval do filme, manifesto na vila em torno do castelo e na trilha sonora. Também gostei da simbologia pagã adotada. Este é um reino em que os habitantes tem uma ligação muito forte com o Sol, que é a fonte da vida, o que ficou expresso em várias metáforas.


Gostei também dos personagens, nada maniqueístas. Afinal, o príncipe encantado é aquele que aparece para nos fazer sentir bem, e  gostar da gente mesmo com os nossos defeitos, só isso. Outro ponto legal é que a senhora que rapta a Rapunzel em nenhum momento é chamada de "bruxa", embora seja claramente uma feiticeira. Aliás, outros personagens também são claramente feiticeiros.  
   
Visualmente, é a animação mais linda que a Disney já fez, cheia de trepadeiras entre as construções, lanternas flutuantes, movimentos rápidos, cabelos hidratados...






Uma trupe heroica

Uma mocinha como as de hoje

O Sol é também o símbolo do reino
 Finalmente um bom filme para as crianças, com valores bem interessantes. Mas, francamente, precisavam mesmo chamar o Luciano Huck para dublar o par romântico da Rapunzel? É um pouco prejudicial...
Olha aí o trailer sem o Huck e aproveita que ainda está em cartaz (ao menos em Maringá).


domingo, 14 de novembro de 2010

Stacy

Assisti três filmes ontem: "Daens - Um grito de justiça", "Stacy" e "Polícia, Adjetivo". Todos bons, dentro de seus propósitos. Mas ontem algo realmente me comoveu, e não foi o heroísmo exacerbado do histórico "Daens" e nem o tocante, divertido e deveras surpreendente "Policícia, Adjetivo". Foi o curto filme que o Andye, da Zombilly colocou para passar no Festival Meganime!


Foto do filme "Stacy"
"Stacy" é um filme japonês de zumbis. O filme é de de 2001, dirigido por Naoyuki Tomomatsu, e seu enredo é baseado em um romance de Kenji Otsuki. É bem trash, aliás. Mas, não importa o que a crítica especializada pense, eu adorei o filme.
As zumbis amorosas e letais de Stacy são cativantes. As histórias de amor que atravessam o filme carregam no sentimentalismo, ao melhor estilo japonês. Os efeitos toscos são delirantes, e um bálsamo para os olhos. Em suma: o filme reúne elementos da cultura pop que o Japão exporta para o mundo todo - desde seus romances delicados até seu terror tão peculiar, neste caso gore até o último fio de cabelo liso. 
Os detalhes são divertidíssimos: existe a Romero Repeat Kill Squad, solução do governo para o extermínio das mortas-vivas (Romero é um ótimo nome, não?), e uma motoserra portátil para se encaixar na mão direita (e ...matar zumbis!) chamada “Blues Campbell’s Right Hand”, a solução da iniciativa privada, um sucesso de vendas pela TV, para que as pessoas possam, elas mesmas, matar seus zumbis, em uma referência ao filme "The Evil Dead" (Uma noite alucinante/ A morte do Demônio), de Sam Raimi, em que Ash, personagem interpretado por Bruce Campbell troca a mão por uma motosserra. Há ainda a Drew Illegal Repeat Kill Troops (inspirada na Drew Barrymore, segundo suas integrantes) que mata zumbis clandestinamente, totalmente contra a lei. Muito bons, ainda, o conceito de "Felicidade diante da morte" repetido ao longo do filme, e a personagem Aiko (o nome significa "a eternidade das palavras"), interpretada pela estreante Natsuki Kato.
O filme é lindo, com um argumento meio bobo, sem sentido, mas de derreter corações. E, afinal, quem não gosta de ver adolescentes de 15 a 17 anos vestidas como colegiais sendo picotadas?
Coisa de gente insana, com certeza...!   




  

  

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Peligro


Eu tinha acabado de sair da UEM para ser abordada por dois rapazes com santinhos, folders, jornais o o c****** a quatro em materiais de campanha eleitoral, quando vi este stencil em uma cerca. Ele me fez sorrir.  A foto eu achei no google.


happy hour


happy hour 2 (ah...são links!) 

domingo, 15 de agosto de 2010

Stan Rice em português



Pouca coisa é mais digna de nossa atenção
do que compreender o talento da Substância.
Uma abelha, uma abelha viva, na vidraça,
tentando sair, condenada, sem conseguir entender.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O silêncio dos romenos





"Casamento silencioso" (Nunta mută) é o filme de estreia do diretor Honoratio Malaele. Eu realmente pensei em escrever algo a sério sobre o filme, mas descobri que vários amigos aos quais interessaria já viram.
Aliás...corram, maringaenses! O filme está em cartaz só até o dia 1° (quinta-feira)! Vale a pena assistir. A crítica inteligente se faz sobre o pano de fundo de uma tragédia, e ainda assim, o filme é simplesmente engraçado. Os personagens - muitos deles estereótipos de figuras frequentes em vilas, bairros ou quaisquer comunidades menores - são ótimos, e sua caracterização e figurinos idem.
Em resumo, o filme mostra as cenas hilárias do cotidiano da vila romena mescladas às imposições sufocantes trazidas pelo domínio russo.


O humor e as belas cenas (boa fotografia e boa direção) são realmente agradáveis.


Hum...deu  saudade do "Vá e veja",filme de Elem Klimov, o qual é bem mais forte e  trágico (Casamento silencioso vai na contramão). Trata da situação da Bielorússia, espremida entre os soviéticos e os nazistas, e competamente arrasada por estes últimos. Ainda conta com o fantástico Aleksei Kravchenko no papel de Florya. Se eu não me engano, ele tinha apenas 14 anos quando o filme foi rodado, e reza a lenda que não o maquiaram, mas hipnotizaram, para que ele vivesse o horror do personagem (hipnotizar um adolescente é tão assustador que eu não sei o que pensar sobre isto).


Bom, são filmes muito diversos, mas igualmente envolventes. Empolgam-me. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar



Bom...foi divertido.
Explicando a foto: Ontem eu estava com desejo de comer batata frita. Raul e eu então fomos ao Mc, e quem me conhece bem sabe como isso é raro. Chegando lá o Raul me deu um Mc Lanche Feliz, porque além da batata, ganharíamos um boneco (perdão, "action figure") do Avatar. Esperávamos no drive trhu quando constatei que não havia boneco algum na minha caixa. A moça teve que buscar. Chegando em casa, e depois de comer, recortamos as imagens da caixa de papelão, Raul fez "pezinhos" para eles e pronto: tínhamos nosso próprio exército Na'vi, como vocês podem ver aí, no chão da cozinha de casa.


Domingo assistimos ao Avatar. E, eu que não estava muito animada para vê-lo, constatei, assombrada: é emocionante. 
Confesso que sou meio avessa a filmes em 3D. Acho pouco sensual, em se tratando de cinema. No entanto, houve uma cena no filme - e eu não sei se o crédito é devido ao roteiro, ao ator ou ao filme em 3D - em que eu me arrepiei.
Eu acho que sei porque todos gostam desse filme. Não é só uma história de coragem. Não é só belo e divertido. É porque a coragem de Jack Sully não está em enfrentar o novo, e sim em retornar às suas origens. 
As pessoas hoje vivem perdidas, tentando ingressar na tal "busca interior". Uma verdadeira epopeia para reencontrar as origens, os valores perdidos, a espiritualidade; para estabelecer um contato com a natureza; compreender melhor o próprio corpo físico etc (e depois, fazem como eu, e vão comer batata frita no Mc).
A mística simples de Pandora é encantadora. E nos mostra que, talvez, algumas aulas de tai chi não sejam o suficiente para resgatar a serenidade perdida ou a nossa origem rasurada e  quase apagada por completo.  


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Então é Natal...


E eu não vou postar os 10 melhores discos natalinos da história!
A imagem de hoje é do cartunista argentino Tute, em sua contribuição de Natal para el Estafador.

Na mesma esteira, um vídeo de "mi Montevideo querido" sendo destruído por robôs gigantes. O filme catapultou o diretor Uruguaio para Hollywood. Como o vídeo não carrega de modo algum, vai o link mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=-dadPWhEhVk

E hoje tem curta. 
Esqueçam-se dos clichês - falo da inocência infinita do menino sem amigos...de sua mãe que parece uma vilã da Disney - e se concentrem no final.

 

domingo, 8 de novembro de 2009

Filmes!


Olá! Ontem vimos (Israel, Carlos e eu) um filme belíssimo. Chma-se "O Atalente" e foi exibido por Paulo Campagnolo no projeto "Um outro olhar". O filme é muito gracioso, e a relação tumultuosa entre os personagens Jean e Juliette é apaixonante. Muito quente, com toda a certeza. Os outros personagens também estão excelentes. O último filme sob a direção de Jean Vigo, que infelizmente morreu vítima de uma tuberculose seis meses após a finalização. Talvez sua fragilidade e morte tenham constituído um motivo a mais para o crime que veio a seguir: a completa mutilação de seu trabalho pelos produtores, bem como a mudança do título de "l'Atalante" para "La Chaland Qui Passe" - uma canção francesa famosa na época. Posteriormente, com a descoberta dos negativos originais, começaram as tentativas de restauração. A versão que assistimos vem com um aviso de que é a mais fiel dentro do possível à obra concebida por Vigo.

Depois, fui buscar meu namorado, muito alegre, recusando-se a por o cinto e cantando uma música que eu não vou dizer qual é com medo da fúria dele em um churrasco, e cá entre nós, posso dizer, o amor é mesmo apenas um grito de aleluia.

Filme de hoje?
Yansan. Yansan é uma forma "orientalizada" de se referir a Iansã, o belo orixá feminino cultuado no Candomblé e em outras religiões, embora na Umbanda seu papel seja bem menor. É uma animação em estilo anime, e por isso muitos não devem gostar. É claro que, sob um ponto de vista purista, muito é perdido. Já eu admiro a ousadia da equipe. Contar a história de Oiá-Iansã e Xangô (um roteiro e tanto, aliás) em anime, com hilários elementos contemporâneos (não exemplifico porque são elementos inesperados) é realmente muito divertido. Não é dos meus preferidos, mas seu exotismo me divertiu horrores! Sem falar que é uma graça. Vou ter que sinalizar o blog como conteúdo adulto depois dessa!