Amay os óculos! Hehehehehe...
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
terça-feira, 6 de setembro de 2011
saldo do fim de semana
Neste fim de semana o Raul locou o Death Proof, do Tarantino, parte do excelente projeto Grindhouse, tramado pelo diretor e seu comparsa Robert Rodriguez. O Raul queria rever o filme e eu, juro, nunca tinha assistido. É sério. Foram meses acompanhando todas as promessas de lançamento do filme no Brasil pelo finado Toscorama do Daniel Hassegawa - o melhor blog que este planeta já viu - e, quando o filme finalmente foi lançado, não assisti. Não sei por que. Devia ser birra.
Bom, o fato é que eu adorei o filme. É sempre bom ver o impiedoso Tarantino construindo personagens para depois atirar os melhores ao fogo sem remorsos. Sempre bom ouvir esse tipo esmerado de trilha sonora enquanto a carnificina triunfa na tela. Colocar atrizes bonitas para viver personagens esculachadas também resulta em um bom efeito de humor.
Quem falou mal deste filme mentiu.
Quem falou mal deste filme mentiu.
Também li o segundo livro da Umbrella Academy, o The Umbrella Academy: Dallas. Eu já sabia desde a semana passada que as bancas de Maringá estão turbinadas com livros de quadrinhos estrangeiros lançados no Brasil pela Devir Livraria, mas só pude comprar meu exemplar este sábado.
O roteiro é de Gerard Way (esse cara é vocalista do My Chemical Romance...como vocês podem ver, todo mundo tem um talento, por mais escondido que possa estar) e o ilustrador é Gabriel Bá, vencedor dos prêmios Eisner e Harvey, muito conhecido pelo 10 pãezinhos, trabalho que desenvolve com seu irmão gêmeo, Fábio Moon.
Este sombrio volume, datado de 2008, traz a continuação das desventuras vividas pela descompassada família de super heróis composta por sete crianças com super poderes, adotadas por um alienígena disfarçado, contando ainda com uma mãe robô - construída especialmente para este fim - e pelo chimpanzé Pogo, a única referência de carinho na vida dos pequenos.
Tratando em grande parte da vida adulta dos personagens, o volume traz, entre outas coisas, viagens no tempo, paradoxos temporais, novos personagens insanos e conflitos diversos, sejam estes íntimos, familiares ou internacionais.
É uma satisfação acompanhar a série, cujos super heróis têm poderes inusitados, porém muito práticos em seu contexto.
Saldo do fim de semana: tudo recomendadíssimo.
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| Hazel e Cha-Cha, meus favoritos. |
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| Um interessante vilão |
Saldo do fim de semana: tudo recomendadíssimo.
domingo, 28 de agosto de 2011
O nº 315 da Bowery Street, NY
John Varvatos, conceituado estilista italiano, montou sua "concept store" no nº 315 da Bowery Street, em Manhattan, Nova York. Já faz uns 03 anos, mas eu descobri esses dias, lendo uma revista em uma dessas salas de espera da vida. Eu li a primeira frase e pensei: "Que raios é uma 'concept store'?" e ainda "conheço esse endereço...".
Sim, o rapaz me abriu uma "concept store" - seja lá o que for isto - no endereço do antigo CBGB, casa do Country, Bluegrass, and Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers em New York. O lendário bar ganhou notoriedade por causa dos shows de punk. Lá tocaram Patti Smith,Johnny Thunders & The Heartbreakers, Blondie, Misfits, e tantos outros, além dos Ramones, é claro. O bar fechou por causa de problemas com o aluguel em 2006, o dono, Hilli Kristal, faleceu no ano seguinte, e em 2008 (se eu não me engano) Varvatos abriu sua boutique.
Fã de rock, Varvatos fez a lição de casa direitinho: montou no lugar uma espécie de Museu do Rock, pendurou poster autografado pelos Ramones na parede, encheu o lugar de livros, discos de vinil, quadros, antiguidades, instrumentos musicais e outras quinquilharias, comprou uns móveis que remetem à década de 70 (estes, em conjunto com o gigantesco lustre no teto, são over até para mim). E agora, os homens de bom gosto podem ir até lá e comprar jaquetas de couro, tenis Converse (Varvatos tem sua própria linha!), camisas almofadinhas e vários acessórios, bagatelas que podem variar entre U$ 400,00 e U$ 8.000,00.
Antes que as pessoas ainda desavisadas comecem a pensar que nada mais é sagrado ou que "everybody has a poison heart", é preciso saber que Varvatos conservou algumas das paredes originais do CBGB. Sim, cobertas por flyers, adesivos, pichações e sujeiras intactos. Podemos, então, ir até a loja e bater repetidamente a cabeça nestas paredes, como em um Muro das Lamentações, até que os seguranças nos arrastem para fora. Terá valido a pena.
De tudo isso, restou, como sempre, a constatação de que as coisas mudam. Eu mesma jamais teria escolhido uma revista de moda, entre tantas outras, para ler em uma sala de espera, há alguns anos.
Sim, o rapaz me abriu uma "concept store" - seja lá o que for isto - no endereço do antigo CBGB, casa do Country, Bluegrass, and Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers em New York. O lendário bar ganhou notoriedade por causa dos shows de punk. Lá tocaram Patti Smith,Johnny Thunders & The Heartbreakers, Blondie, Misfits, e tantos outros, além dos Ramones, é claro. O bar fechou por causa de problemas com o aluguel em 2006, o dono, Hilli Kristal, faleceu no ano seguinte, e em 2008 (se eu não me engano) Varvatos abriu sua boutique.
Fã de rock, Varvatos fez a lição de casa direitinho: montou no lugar uma espécie de Museu do Rock, pendurou poster autografado pelos Ramones na parede, encheu o lugar de livros, discos de vinil, quadros, antiguidades, instrumentos musicais e outras quinquilharias, comprou uns móveis que remetem à década de 70 (estes, em conjunto com o gigantesco lustre no teto, são over até para mim). E agora, os homens de bom gosto podem ir até lá e comprar jaquetas de couro, tenis Converse (Varvatos tem sua própria linha!), camisas almofadinhas e vários acessórios, bagatelas que podem variar entre U$ 400,00 e U$ 8.000,00.
Antes que as pessoas ainda desavisadas comecem a pensar que nada mais é sagrado ou que "everybody has a poison heart", é preciso saber que Varvatos conservou algumas das paredes originais do CBGB. Sim, cobertas por flyers, adesivos, pichações e sujeiras intactos. Podemos, então, ir até a loja e bater repetidamente a cabeça nestas paredes, como em um Muro das Lamentações, até que os seguranças nos arrastem para fora. Terá valido a pena.
De tudo isso, restou, como sempre, a constatação de que as coisas mudam. Eu mesma jamais teria escolhido uma revista de moda, entre tantas outras, para ler em uma sala de espera, há alguns anos.
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| Assim está o CBGB |
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| Lustre over |
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| Quinquilharias maneirinhas |
domingo, 14 de agosto de 2011
girls making gun sounds
Tudo começou quando eu estava respondendo um quizz para descobrir quanto tempo eu duraria em um apocalipse zumbi. Eu tinha que escolher uma arma, e o Raul estava comigo ao telefone. Ele e pediu para imitar os sons das armas de cada alternativa, eu imitei e ele chorou de rir. Aí ele me passou o excelente site girls making gun sounds.
Ótimo lugar para procurar uma boa esposa.
Aí embaixo, minha favorita, Lucy.
Ótimo lugar para procurar uma boa esposa.
Aí embaixo, minha favorita, Lucy.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Aos meus trutas
Quando éramos adolescentes, tocava na balada uma música dos Kaiser Chiefs com a qual eu concordo. O amor dos meus pais e do meu namorado é amor o bastante para mim.
flw!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
o búfalo
os búfalos saltam para o ofurô
comem as rosas
amor e orgia
enquanto isso
arrasto meu búfalo pela coleira
sempre te disse que tristeza
é arrastar búfalo pela coleira
domingo, 31 de julho de 2011
Mural de Universidade
Achei no mural da UEM.
A cultura e a arte passam por diversos problemas, sendo o elitismo apenas um deles.
Embora nesta cidade, por exemplo, existam eventos gratuitos, apenas uma parte destes conta com o apoio da municipalidade, enquanto a outra sobrevive apesar do poder público.
Enquanto cresce mundo afora o uso de espaços públicos para a promoção da arte, cultura e bem estar da população, por aqui as praças e outros espaços urbanos são aproveitados apenas esporadicamente.
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| Política e arte: cenas corriqueiras em Montevidéu. Isso sem falar nos grafites, no teatro a preços populares etc. |
quarta-feira, 27 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Leminski
Ontem eu estava pensando no mato. Não só nos bosques por onde eu andava quando era criança, mas também no mato que toma quintais, engole alambrados já enferrujados e nunca se sacia. Concluí que uma casa bem cuidada pelas pessoas jamais é tão bela como uma casa abandonada. Talvez eu estivesse pensando na força infinita da vida. Ou talvez em algo menos importante. O fato é que antes de dormir achei este poema, que não fala de mato.
VOLÁTEIS
Anos andando no mato
nunca vi um passarinho morto,
como vi um passarinho nato.
Onde acabam esses vôos?
Dissolvem-se no ar, na brisa, no ato?
São solúveis em água ou em vinho?
Quem sabe, uma doença dos olhos.
Ou serão eternos os passarinhos?
Paulo Leminski
VOLÁTEIS
Anos andando no mato
nunca vi um passarinho morto,
como vi um passarinho nato.
Onde acabam esses vôos?
Dissolvem-se no ar, na brisa, no ato?
São solúveis em água ou em vinho?
Quem sabe, uma doença dos olhos.
Ou serão eternos os passarinhos?
Paulo Leminski
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Leandro Wirz
EU ACHO QUE NÃO SOU DO BANDO
Eu não sei o que faço
mas nego
Eu não sei se estou certo
mas prego
eu acho que não tenho credo.
Eu não tenho fome
mas como
Eu não sei o nome
mas chamo
eu acho que não te amo.
Eu não tenho tato
mas toco
Eu não tenho fatos
mas fotos
eu acho que não tenho foco.
Eu não sei o que faço
mas invento.
Eu não sei o que caço
mas atiro
eu acho que não miro.
Eu não sei as regras
mas quebro
Eu não tenho as medidas
mas excedo
eu acho que não tenho medo.
Eu não sei o caminho
mas ando
Eu não sei o passo
mas danço
eu acho que não me canso.
A foto e o poema são de Leandro Wirz. A foto foi tirada em Barcelona, no ano de 2010, e foi publicada neste blog aqui. O poema eu não sei de que ano que é, e nem me lembro em que ano foi publicado. Copiei de uma coletânea que deve estar no armário do meu pai neste momento.
domingo, 3 de julho de 2011
ervilhas
E o João anda preocupado com as ervilhas. Que a geada ferisse a monocultura da qual vivia, não se importava. Milho é assim, frágil. Morrem uns, vive um monte. O negócio é não se entristecer demais. Mas e as suas ervilhas? Olhando a relva branca, perguntou pro patrão: e as ervilhas, será que vão morrer? O patrão grunhiu: ervilha não morre assim tão fácil, sossegue. Ao final do dia, colheram ervilhas.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Estado de espírito em quadrinhos
Quem está em Maringá neste momento vai entender...e outras pessoas vão entender também.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
amor.jpeg
Caio, com aproximadamente 05 meses, e eu, com aproximadamente 2 anos e 05 meses. Minha mãe jura que a foto é espontânea.
sábado, 18 de junho de 2011
poema inacabado
o desespero é o poema sem rumo
sem rima
nós dois:
tão iguais
uma ligação tão forte
entre marionetes quase enforcadas
se os fios são cortados
queda livre
mais livre do que queda
domingo, 12 de junho de 2011
sábado, 28 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Menino
Vi esse moleque por aí. Estimo que tenha entre 10 e 13 anos. Um menino cool, e que sabe disto. Resolvi desenhá-lo porque naquele momento ele exibia uma interessante consciência de si mesmo. E me lembrou alguém que tenho em alta estima.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Bertoldo, o Brecht
Um senhor chamado Bertoldo Brecht foi ao meu trabalho nesta tarde. Declarou seu nome com a indiferença de quem não faz idéia do porquê de ter esse nome esquisito. Ou ainda com a indiferença de quem não gosta dos versos, e muito menos das peças de Bertold Brecht. O cidadão também poderia estar cansado de comentários acerca do quase homônimo famoso.
Caso esta última hipótese seja verdadeira, o sujeito teve sorte ao ter sido atendido pela Francine, e não por mim. Eu teria falado algo como “ah! Bertoldo Brecht!”, e, diante do cenho franzido de meu pretendido interlocutor, acrescentaria, sem jeito, “legal, legal...”.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Festival de Cinema de Maringá
Enfim eu fui ao Festival de Cinema de Maringá! O evento está em sua 8ª edição, a sétima que eu frequento, e, apesar de sua simplicidade, possui uma mostra organizada com esmero, além de oficinas, palestras, e debates.
Logo na entrada, encontrei uma amiga querida que eu não via há muito tempo, como de praxe no evento.
Assisti aos dois últimos curtas da noite, e me encantei com a animação Menina da Chuva, dirigido por Rosaria (RJ). Gosto da força de sua mensagem, e dos traços, econômicos, cômicos e com cara de sketch.
Quem quiser ver um trecho pode tentar aqui.
Vi também Agnus, curta de ficção que deve ser de terror (censura 14 anos), e que não faz meu "gênero", por vários motivos.
Mas o festival vai até sexta-feira e eu espero poder assistir a mais filmes, votar em meus favoritos e encontrar amigos que andam sumidos.
Alguém mais visitou a mostra?
Logo na entrada, encontrei uma amiga querida que eu não via há muito tempo, como de praxe no evento.
Assisti aos dois últimos curtas da noite, e me encantei com a animação Menina da Chuva, dirigido por Rosaria (RJ). Gosto da força de sua mensagem, e dos traços, econômicos, cômicos e com cara de sketch.
Quem quiser ver um trecho pode tentar aqui.
Vi também Agnus, curta de ficção que deve ser de terror (censura 14 anos), e que não faz meu "gênero", por vários motivos.
Mas o festival vai até sexta-feira e eu espero poder assistir a mais filmes, votar em meus favoritos e encontrar amigos que andam sumidos.
Alguém mais visitou a mostra?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Nós, vitorianos
Estaríamos liberados desses dois longos séculos onde a história da sexualidade devia ser lida, inicialmente, como a crônica de uma crescente repressao? Muito pouco, dizem-nos ainda. Talvez por Freud. Porém com que circunspecção, com que prudência médica, com que garantia científica de inocuidade, e com quanta precaução, para tudo manter sem receio de "transbordamento", no mais seguro e mais discreto espaço entre divã e discurso: ainda um murmúrio lucrativo em cima de urn leito. E poderia ser de outra forma? Explicam-nos que, se a repressão foi, desde a época clássica, o modo fundamental de ligação entre poder, saber e sexualidade, só se pode liberar a um preço considerável: seria necessário nada menos que uma transgressão das leis, uma suspensão das interdições, uma irrupção da palavra, uma restituição do prazer ao real, e toda uma nova economia dos mecanismos do poder; pois a menor eclosão de verdade é condicionada politicamente. Portanto, não se pode esperar tais efeitos de uma simples prática médica nem de um discurso teórico, por mais ngoroso que seja. Dessa forma, denuncia-se o conformismo de Freud, as funções. de normalização da psicanálise, tanta timidez por trás dos arrebatamentos de Reich, e todos os efeitos de integração assegurados pela "ciência" do sexo ou as práticas, pouco mais do que suspeitas, da sexologia.
FOUCAUT, Michel. História da sexualidade I: a vontade de saber. 19ª ed. Tradução de Maria Thereza da Costa Albuquerque e J. A. Guilhon Albuquerque. Rio de Janeiro, Edições Graal, 1988-2009. p. 11.
A Foto é da obra de KENNEDY JAMES.
sábado, 14 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
A megera
Ele já chega à Promotoria com o crime tipificado.
– Qual é o problema do senhor?
– Maus tratos, dona. Minha velha me maltrata.
Artigo 99 do Estatuto do Idoso. Ele não sabe o artigo de cor, mas já ouviu falar no tal crime, tem certeza de que a lei vai enquadrar a megera que tem em casa.
– Mas o que exatamente aconteceu, senhor...senhor?
– Argenino.
– Então, seu Argenino, o que aconteceu com o senhor?
– Minha velha. Não quer saber de cozinhar, não quer limpar a casa, não quer me dar os remédios. Imagina um homem da minha idade, vivendo nessas condições, na imundice, sem hora pra comer, sem hora pra tomar remédio...
A moça de óculos começa a lhe explicar alguma coisa, enquanto ele reflete, para enfim concluir sua reclamação:
– Acho que quando ela se casou comigo, sabia que ia ter que cuidar de mim, não é?
domingo, 8 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
3x2
quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
poema inacabado em 2010
meu irmão diz que quer ser juiz
e se tornar um órgão do poder judiciário
eu quero ser um órgão barroco
encher todo o espaço possível
com notas musicais
e ter um silêncio ainda mais grave
rodeado de anjos descascados
segunda-feira, 2 de maio de 2011
ódio
Ódio
Odeie seu ódio
Odeie sua intolerância
Odeie seu mau humor
...
E odeie pimentão.
Simone Alves
O post pararia por aqui, mas não há como ficar indiferente aos recentes acontecimentos. Os norte-americanos comemoram com festa nas ruas a morte de um boi de piranha para anos de violência e intolerância (de ambas as partes, sublinhe-se bem). A despeito da bebedeira e das bandeiras tremulando, ninguém derruba o World Trade Center sozinho.
domingo, 1 de maio de 2011
O passo suspenso da cegonha
Ontem fui ao Projeto Um Outro Olhar depois de muito tempo, por causa de um filme em especial: O Passo Suspenso da Cegonha, de Theo Angelopoulos, lançado em 1991 (o ano conflituoso em que, entre outros eventos de grandes proporções, extinguiu-se a URSS).
O retrato de uma vila no norte da Grécia onde refugiados de vários países, como por exemplo o Irã, a Turquia, a Albânia e a Polônia, convivem confinados em um bairro em expansão, cheio de conflitos, à espera da liberação do governo para que possam seguir suas vidas em "outro lugar", que eles não sabem ao certo qual é, mas que significa, para eles, a liberdade, as oportunidades e a vida que anseiam.
"Quando a Terra começar a se queimar por ter se aproximado demais do Sol, a humanidade terá que procurar outros planetas. Será a Grande Migração, como ficará conhecida posteriormente na história. As pessoas deixarão seus lares, com todos os recursos disponíveis, e se reunirão no Deserto do Saara. Lá haverá uma criança empinando uma pipa, bem alto. E então a humanidade toda segurará a linha da pipa rumo a outro planeta. Alguns levarão uma plantinha, uma rosa, um punhado de grama, ou um animal recém-nascido. E outros irão levar todos os livros de poesia já escritos. Será uma grande jornada".
Fábula contada por um velho refugiado para "entreter" uma criança, dentro de uma espécie de container que lhes servia de casa. Um trecho sentimental e representativo do filme.
Afora a jornada coletiva dos refugiados, que cruzam a fronteira porém permanecem prisioneiros de uma estigmatização, exclusão e intolerância que só faz crescer, há aquelas jornadas pessoais, tão dolorosas quanto.
Então, quando acaba o filme acaba você não pensa apenas em como o governo italiano lidará com as centenas de líbios que atualmente migram para a Itália, ou nas condições em que os refugiados vivem na Alemanha (embora a imprensa frequentemente os retrate como os vilões, que querem usufruir do Estado Democrático de Direito sem respeitar as leis) ou nas pessoas que não conseguem asilo político no Brasil, ou mesmo na questão máxima: "como pode uma pessoa ser ilegal?", mas também no anseio de cada ser humano de se sentir em casa. Para onde é esta viagem? Nós nos aproximamos ou afastamos de casa?
E então, entre as indagações do fime, "Como alguém foge? Por quê? Para onde vai? Como se pode renunciar à própria identidade? O que é ser um refugiado? Quantas fronteiras teremos que cruzar até estarmos em casa?" surge, em minha mente, uma outra questão, de outro filme, O Deserto Vermelho (Antonioni, 1964), de uma outra época, em um outro contexto, mas que pode muito bem ser trazida para este: Será que existe algum lugar no mundo em que se possa se sentir bem?
O retrato de uma vila no norte da Grécia onde refugiados de vários países, como por exemplo o Irã, a Turquia, a Albânia e a Polônia, convivem confinados em um bairro em expansão, cheio de conflitos, à espera da liberação do governo para que possam seguir suas vidas em "outro lugar", que eles não sabem ao certo qual é, mas que significa, para eles, a liberdade, as oportunidades e a vida que anseiam.
"Quando a Terra começar a se queimar por ter se aproximado demais do Sol, a humanidade terá que procurar outros planetas. Será a Grande Migração, como ficará conhecida posteriormente na história. As pessoas deixarão seus lares, com todos os recursos disponíveis, e se reunirão no Deserto do Saara. Lá haverá uma criança empinando uma pipa, bem alto. E então a humanidade toda segurará a linha da pipa rumo a outro planeta. Alguns levarão uma plantinha, uma rosa, um punhado de grama, ou um animal recém-nascido. E outros irão levar todos os livros de poesia já escritos. Será uma grande jornada".
Fábula contada por um velho refugiado para "entreter" uma criança, dentro de uma espécie de container que lhes servia de casa. Um trecho sentimental e representativo do filme.
Afora a jornada coletiva dos refugiados, que cruzam a fronteira porém permanecem prisioneiros de uma estigmatização, exclusão e intolerância que só faz crescer, há aquelas jornadas pessoais, tão dolorosas quanto.
Então, quando acaba o filme acaba você não pensa apenas em como o governo italiano lidará com as centenas de líbios que atualmente migram para a Itália, ou nas condições em que os refugiados vivem na Alemanha (embora a imprensa frequentemente os retrate como os vilões, que querem usufruir do Estado Democrático de Direito sem respeitar as leis) ou nas pessoas que não conseguem asilo político no Brasil, ou mesmo na questão máxima: "como pode uma pessoa ser ilegal?", mas também no anseio de cada ser humano de se sentir em casa. Para onde é esta viagem? Nós nos aproximamos ou afastamos de casa?
E então, entre as indagações do fime, "Como alguém foge? Por quê? Para onde vai? Como se pode renunciar à própria identidade? O que é ser um refugiado? Quantas fronteiras teremos que cruzar até estarmos em casa?" surge, em minha mente, uma outra questão, de outro filme, O Deserto Vermelho (Antonioni, 1964), de uma outra época, em um outro contexto, mas que pode muito bem ser trazida para este: Será que existe algum lugar no mundo em que se possa se sentir bem?
terça-feira, 26 de abril de 2011
Arte de rua
Eu chorei quando vi isso. É verdade.
A única coisa que me incomoda é o artista ter destacado os mesmos pedaços nos três cartazes que aparecem na foto.
Mas isso eu só percebi bem depois. Depois que a cretinice aflorou, como sempre.
Marcadores:
achei na net,
dingsaller,
fotos,
leveza,
poesia por que não?
domingo, 24 de abril de 2011
O que eu quero dizer.
Aí não tenho como deixar de lembrar do adorado trecho de um poema da Juh Salomé de Beauvoir:
(é escola ou religião?)... voa, borboleta, voa,
leve, sozinha, alegre, pseudo-morta, louca e solta
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Sexta-feira Santa!
Brincadeiras à parte, as tradições da Igreja Católica, bem como aquelas oriundas do Judaísmo e ainda de outras religiões, muitas vezes são de ordem prática e servem para nos manter saudáveis. Uns dias sem carne vão nos fazer bem.
Então, eu vou aproveitar que as últimas gerações da minha família são católicas e comer um bacalhau esperto hoje.
É verdade, eu não sou legal como o Eduardo Medeiros e sua baixinha (o site do Eduardo Medeiros é o hellatoons, e foi daqui que eu recortei o quadrinho da sexta-feira santa).
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Diarinho
Nem me lembro como achei o Diarinho de Itajaí online. Com manchetes como: "SÓ FAZ CACA: Prefa derruba mocó dos crackeiros da Vila", o periódico ganhou meu carinho.
Só não é daqueles jornais que se torcer sai sangue porque é online. Mas não tem problema, existe a versão impressa também.
Atrações à parte são as seções de pessoas desaparecidas, procurados pela polícia, animais de estimação perdidos...
Mas o xodó com certeza é o mapa do crime, que mostra os crimes cometidos em toda a região, dando a localização exata de onde os ocorreram!
Você também pode optar por "filtrar" os crimes e buscar algo mais específico. Eu, por exemplo, procurei por assassinatos com faca, e achei um resultado, em Itajaí, no bairro Nossa Senhora das Graças, conhecido como Matadouro (?).
Para quem quiser acessar, aqui está o site do Diarinho de Itajaí. É totalmente excelente, e eu mesma só não fiz meu cadastro porque não deve ser boa coisa.
That's all, folks!
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