terça-feira, 26 de abril de 2011
Arte de rua
Eu chorei quando vi isso. É verdade.
A única coisa que me incomoda é o artista ter destacado os mesmos pedaços nos três cartazes que aparecem na foto.
Mas isso eu só percebi bem depois. Depois que a cretinice aflorou, como sempre.
Marcadores:
achei na net,
dingsaller,
fotos,
leveza,
poesia por que não?
domingo, 24 de abril de 2011
O que eu quero dizer.
Aí não tenho como deixar de lembrar do adorado trecho de um poema da Juh Salomé de Beauvoir:
(é escola ou religião?)... voa, borboleta, voa,
leve, sozinha, alegre, pseudo-morta, louca e solta
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Sexta-feira Santa!
Brincadeiras à parte, as tradições da Igreja Católica, bem como aquelas oriundas do Judaísmo e ainda de outras religiões, muitas vezes são de ordem prática e servem para nos manter saudáveis. Uns dias sem carne vão nos fazer bem.
Então, eu vou aproveitar que as últimas gerações da minha família são católicas e comer um bacalhau esperto hoje.
É verdade, eu não sou legal como o Eduardo Medeiros e sua baixinha (o site do Eduardo Medeiros é o hellatoons, e foi daqui que eu recortei o quadrinho da sexta-feira santa).
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Diarinho
Nem me lembro como achei o Diarinho de Itajaí online. Com manchetes como: "SÓ FAZ CACA: Prefa derruba mocó dos crackeiros da Vila", o periódico ganhou meu carinho.
Só não é daqueles jornais que se torcer sai sangue porque é online. Mas não tem problema, existe a versão impressa também.
Atrações à parte são as seções de pessoas desaparecidas, procurados pela polícia, animais de estimação perdidos...
Mas o xodó com certeza é o mapa do crime, que mostra os crimes cometidos em toda a região, dando a localização exata de onde os ocorreram!
Você também pode optar por "filtrar" os crimes e buscar algo mais específico. Eu, por exemplo, procurei por assassinatos com faca, e achei um resultado, em Itajaí, no bairro Nossa Senhora das Graças, conhecido como Matadouro (?).
Para quem quiser acessar, aqui está o site do Diarinho de Itajaí. É totalmente excelente, e eu mesma só não fiz meu cadastro porque não deve ser boa coisa.
That's all, folks!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Enrico
Quando Enrico crescer um pouquinho, vou lhe contar que ele nasceu na manhã de um dia particularmente agradável, mesmo em uma época do ano em que pode fazer frio. Vou contar que a brisa no fim da tarde, no momento em que fui visitá-lo, estava incrível. Vou contar que passei por cima de uma série de imprevistos para estar lá, com ele, naquele momento, e sentir aquela felicidade calma.
Mas o nosso encantamento naquele dia ele só vai entender quando presenciar o nascimento de outra criança aguerrida como ele foi.
O nosso encantamento com sua gana de viver. Ele não queria dormir, e, logo após nascer, esticava-se no berçário, olhando a tudo com uma atenção maravilhada.
O nosso encantamento com sua sabedoria selvagem. Enrico, após o parto, só parou de chorar quando, no colo do pai, este lhe repetiu as mesmas palavras de todos os dias. Para depois chorar novamente, com a equipe médica, e se acalmar mais uma vez, deitado com sua mãe. E chorar de novo sozinho no berçário, enquanto os outros bebês que chegavam logo dormiam.
Isso tudo eu ouvi do meu irmão, naturalmente inquieto, mas que passou a manhã inteira no hospital, pacientemente esperando o novo membro da família, para poder recebê-lo assim que chegasse. Ele foi quem me contou: “Enrico é bravo e franze as sobrancelhas como a mãe!”.
Meu irmão e o pai da criança assistiram a cor da pele se definindo, os cabelos, uma vez secos, revelarem-se dourados (novamente, como os da mãe), e os olhos se abrirem em um azul-acinzentado profundo.
Quase cinco e meia da tarde, quando entrei no quarto, o bebê estava dormindo. Um dia vou contar para o Enrico que ele foi o primeiro recém-nascido que eu segurei, e que o entregaram a mim repentinamente; que instintivamente o sustentei e aninhei, descobrindo que ele estava confortável quando parou de franzir as sobrancelhas – como fez todas as vezes em que foi tirado de perto da mãe – e dormiu um sono tranquilo em meus braços.
Depois de um tempo, deitado no berço, ele acordou, e foi festejado com afeição por todos. Então eu pude finalmente ver o brilho de seus olhos, e o seu sorriso. Bebês recém-nascidos sorriem como ninguém, mas confesso que eu nunca tinha visto isso antes.
Como é poderosa a força de um nascimento! Uma pessoa inteiramente nova rompe com um universo que ainda nos é misterioso para adentrar em nossa realidade, para se revelar e interagir conosco. Neste sentido, as pessoas já nascem estranhamente prontas, donas de personalidade, detentoras de algo que é difícil transpor em palavras.
Enrico é bem-vindo, estamos ansiosos para aprender com ele e para relembrar coisas há muito já esquecidas. Espero que saibamos como demonstrar isso nos dias que se seguirão.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Rabisco na faculdade
Há tempos conheci uma garota assim. Ela ouviu a música e me disse: "é fácil, olha só...", e então começou a procurar uma espécie de calombo que tinha na região das têmporas. Enfim, encontrou. O botão de desligar a mente. Admirável, sem dúvida admirável.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Rabisco de aeroporto.
Um dia me disseram que os lugares em que é mais fácil encontrar as pessoas de estilo são os aeroportos. Nunca concordei, até que...
A única bagagem que este senhor (entre 70 e 80 anos de idade) empurrava no carrinho era um violino. Sorri ao vê-lo, e ele me retribuiu também com um sorriso, caloroso e cheio de charme.
Tive a impressão de que ele não é aqui do sul. As pessoas aqui são gentis e educadas, mas são mais fechadas. Meu pai (que só viu meu desenho e ouviu minha história) acha que deve ser um músico famoso, he, he.
Esse é o primeiro desenho do meu caderninho novo. Eu queria um caderno que fosse visceral, que expusesse meu momento. Mas acho que só consigo ser doce. Está valendo, de qualquer forma.
A única bagagem que este senhor (entre 70 e 80 anos de idade) empurrava no carrinho era um violino. Sorri ao vê-lo, e ele me retribuiu também com um sorriso, caloroso e cheio de charme.
Tive a impressão de que ele não é aqui do sul. As pessoas aqui são gentis e educadas, mas são mais fechadas. Meu pai (que só viu meu desenho e ouviu minha história) acha que deve ser um músico famoso, he, he.
Esse é o primeiro desenho do meu caderninho novo. Eu queria um caderno que fosse visceral, que expusesse meu momento. Mas acho que só consigo ser doce. Está valendo, de qualquer forma.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Nada de novo no front
Desenho que fiz para ilustrar o post anterior. Poderia muito bem se chamar "autorretrato portando uma metralhadora".
Foi o último que coube no caderninho que o Alex me deu. Paciência, tive de comprar outro e amar os dois da mesma maneira.
A idéia surgiu a partir do mangá High School of the Dead (HOTD), com todas as suas personagens adolescentes, zumbis assassinos e armamentos pesados. A metralhadora foi desenhada em tamanho exagerado porque fica mais legal.
Só um aviso: nenhum ser humano foi machucado na elaboração do desenho =)
A metralhadora é só para defesa pessoal, em caso de invasão zumbi.
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