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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Idéias sobre uma popular concepção de Deus

- Foi o que eu sempre pensei sobre aquela história do Jardim do Éden - disse Ford.
- O quê?
- O Jardim do Éden. A árvore. A maçã. Essa parte, lembra?
- Lembro, claro que eu lembro.
- O tal de Deus põe uma macieira no meio do jardim e diz "vocês dois podem fazer o que vocês quiserem aqui, mas não comam essa maçã". Obviamente eles comem a maçã, então Deus pula de trás de uma moita gritando: "Peguei vocês, peguei vocês!" Não faria a menor diferença se eles não tivessem comido a maçã.
- Por que não?
- Olha, quando você está lidando com alguém que tem esse tipo de mentalidade - mais ou menos a mesma das pessoas que deixam um chapéu na calçada com um tijolo embaixo para os outros chutarem -, pode ter certeza de que ele não vai desistir. Ele vai acabar te pegando.
- Do que você está falando?
- Esqueça, coma a fruta.


Trecho do livro O restaurante no fim do universo, de Douglas Adams.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar



Bom...foi divertido.
Explicando a foto: Ontem eu estava com desejo de comer batata frita. Raul e eu então fomos ao Mc, e quem me conhece bem sabe como isso é raro. Chegando lá o Raul me deu um Mc Lanche Feliz, porque além da batata, ganharíamos um boneco (perdão, "action figure") do Avatar. Esperávamos no drive trhu quando constatei que não havia boneco algum na minha caixa. A moça teve que buscar. Chegando em casa, e depois de comer, recortamos as imagens da caixa de papelão, Raul fez "pezinhos" para eles e pronto: tínhamos nosso próprio exército Na'vi, como vocês podem ver aí, no chão da cozinha de casa.


Domingo assistimos ao Avatar. E, eu que não estava muito animada para vê-lo, constatei, assombrada: é emocionante. 
Confesso que sou meio avessa a filmes em 3D. Acho pouco sensual, em se tratando de cinema. No entanto, houve uma cena no filme - e eu não sei se o crédito é devido ao roteiro, ao ator ou ao filme em 3D - em que eu me arrepiei.
Eu acho que sei porque todos gostam desse filme. Não é só uma história de coragem. Não é só belo e divertido. É porque a coragem de Jack Sully não está em enfrentar o novo, e sim em retornar às suas origens. 
As pessoas hoje vivem perdidas, tentando ingressar na tal "busca interior". Uma verdadeira epopeia para reencontrar as origens, os valores perdidos, a espiritualidade; para estabelecer um contato com a natureza; compreender melhor o próprio corpo físico etc (e depois, fazem como eu, e vão comer batata frita no Mc).
A mística simples de Pandora é encantadora. E nos mostra que, talvez, algumas aulas de tai chi não sejam o suficiente para resgatar a serenidade perdida ou a nossa origem rasurada e  quase apagada por completo.  


sábado, 31 de outubro de 2009

Curta-metragem e quadrinhos





Bom...esta é uma atualização para diversão, júbilo, gozo...
Eis a drágea que encontrei hoje no Manual do Minotauro, o genial blog do Laerte (visita lá!). É incrível como é fácil a identificação com Laerte. O cara é um porta voz para o leitor menos articulado. E o que é melhor: um porta voz com humor, inteligência, ironia, acidez (isira as demais características que conseguir lembrar).

O primeiro curta-metragem aqui postado é o "Se você é o cara que flertava comigo no ponto de ônibus, veja esse filme", de Thiago de Alcântara; é um filme divertido e criativo. Esse curta foi garimpado no site "porta Curtas", que é a minha salvação em dias chatos.