terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar



Bom...foi divertido.
Explicando a foto: Ontem eu estava com desejo de comer batata frita. Raul e eu então fomos ao Mc, e quem me conhece bem sabe como isso é raro. Chegando lá o Raul me deu um Mc Lanche Feliz, porque além da batata, ganharíamos um boneco (perdão, "action figure") do Avatar. Esperávamos no drive trhu quando constatei que não havia boneco algum na minha caixa. A moça teve que buscar. Chegando em casa, e depois de comer, recortamos as imagens da caixa de papelão, Raul fez "pezinhos" para eles e pronto: tínhamos nosso próprio exército Na'vi, como vocês podem ver aí, no chão da cozinha de casa.


Domingo assistimos ao Avatar. E, eu que não estava muito animada para vê-lo, constatei, assombrada: é emocionante. 
Confesso que sou meio avessa a filmes em 3D. Acho pouco sensual, em se tratando de cinema. No entanto, houve uma cena no filme - e eu não sei se o crédito é devido ao roteiro, ao ator ou ao filme em 3D - em que eu me arrepiei.
Eu acho que sei porque todos gostam desse filme. Não é só uma história de coragem. Não é só belo e divertido. É porque a coragem de Jack Sully não está em enfrentar o novo, e sim em retornar às suas origens. 
As pessoas hoje vivem perdidas, tentando ingressar na tal "busca interior". Uma verdadeira epopeia para reencontrar as origens, os valores perdidos, a espiritualidade; para estabelecer um contato com a natureza; compreender melhor o próprio corpo físico etc (e depois, fazem como eu, e vão comer batata frita no Mc).
A mística simples de Pandora é encantadora. E nos mostra que, talvez, algumas aulas de tai chi não sejam o suficiente para resgatar a serenidade perdida ou a nossa origem rasurada e  quase apagada por completo.  


Um comentário:

Anônimo disse...

disse tudo. as poucas críticas que ouvi sobre o filme dizem exatamente esse seu último parágrafo. E eu, que não estava nada animado pra ir assistir, agora quero! huaha