sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

ÚLTIMAS INDAGAÇÕES


É só isso?
Comer,  transar, dormir, acordar?
Esse moto contínuo, qual o sentido?
O porquê?
Não aguento.
Ato contínuo, sem esperança,
sem alento, me atiro no espaço.
Mas, qual o quê.
Sou abatido a risos pelo otimista
                                                        que ainda crê. 


Laura Esteves


****
Esse poema estava na minha agenda, no dia de hoje. Por isso, ei-lo. Minha opinião é diversa, no entanto: para mim, as coisas e os atos têm sentido por si só. Mas é um belo poema.
A ilustração é um trabalho de Laurie Lipton. Ao que conste, intitula-se "The Self Destructive Optmist".
Achei tudo muito propício.

Até mais.

2 comentários:

Ronnie disse...

ótimas considerações finais, acho digno. Apropósito, vc continua atenciosa como sempre, obrigado pelas críticas do blog.

Grato, feliz natal atrasado

mariana disse...

Ah velho.
Às vezes é melhor ficar inebriado com esse mundo de coisa. Pensar tirar a estabilidade de quem precisa. Eu realmente não posso parar.