domingo, 31 de julho de 2011

Mural de Universidade


Achei no mural da UEM. 
A cultura e a arte passam por diversos problemas, sendo o elitismo apenas um deles. 
Embora nesta cidade, por exemplo, existam eventos gratuitos, apenas uma parte destes conta com o apoio da municipalidade, enquanto a outra sobrevive apesar do poder público.
Enquanto cresce mundo afora o uso de espaços públicos para a promoção da arte, cultura e bem estar da população, por aqui as praças e outros espaços urbanos são aproveitados apenas esporadicamente.

Política e arte: cenas corriqueiras em Montevidéu. Isso sem falar nos grafites, no teatro a preços populares etc.




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cantiga antiga


Se essa vida, se essa vida fosse minha / eu mandava, eu mandava libertar ♫

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Leminski

Ontem eu estava pensando no mato. Não só nos bosques por onde eu andava quando era criança, mas também no mato que toma quintais, engole alambrados já enferrujados e nunca se sacia. Concluí que uma casa bem cuidada pelas pessoas jamais é tão bela como uma casa abandonada. Talvez eu estivesse pensando na força infinita da vida. Ou talvez em algo menos importante. O fato é que antes de dormir achei este poema, que não fala de mato.




VOLÁTEIS


Anos andando no mato
nunca vi um passarinho morto,
como vi um passarinho nato.


Onde acabam esses vôos?
Dissolvem-se no ar, na brisa, no ato?
São solúveis em água ou em vinho? 


Quem sabe, uma doença dos olhos.
Ou serão eternos os passarinhos?


Paulo Leminski



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Leandro Wirz



EU ACHO QUE NÃO SOU DO BANDO


Eu não sei o que faço
mas nego
Eu não sei se estou certo
mas prego
eu acho que não tenho credo.
Eu não tenho fome
mas como
Eu não sei o nome
mas chamo
eu acho que não te amo.
Eu não tenho tato
mas toco
Eu não tenho fatos
mas fotos
eu acho que não tenho foco.
Eu não sei o que faço
mas invento.
Eu não sei o que caço
mas atiro
eu acho que não miro.
Eu não sei as regras
mas quebro
Eu não tenho as medidas
mas excedo
eu acho que não tenho medo.
Eu não sei o caminho
mas ando
Eu não sei o passo
mas danço
eu acho que não me canso.




A foto e o poema são de Leandro Wirz. A foto foi tirada em Barcelona, no ano de 2010, e foi publicada neste blog aqui. O poema eu não sei de que ano que é, e nem me lembro em que ano foi publicado. Copiei de uma coletânea que deve estar no armário do meu pai neste momento.

domingo, 3 de julho de 2011

ervilhas


E o João anda preocupado com as ervilhas. Que a geada ferisse a monocultura da qual vivia, não se importava. Milho é assim, frágil. Morrem uns, vive um monte. O negócio é não se entristecer demais. Mas e as suas ervilhas? Olhando a relva branca, perguntou pro patrão: e as ervilhas, será que vão morrer? O patrão grunhiu: ervilha não morre assim tão fácil, sossegue. Ao final do dia, colheram ervilhas.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Estado de espírito em quadrinhos

Quem está em Maringá neste momento vai entender...e outras pessoas vão entender também.


10 pãezinhos é mais do que merecemos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

amor.jpeg


Caio, com aproximadamente 05 meses, e eu, com aproximadamente 2 anos e 05 meses. Minha mãe jura que a foto é espontânea.