sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Violência

O ser humano é muito frágil. E não falo só da fragilidade psicológica; nosso corpo é frágil.
As formigas ruivas que invadiram minha casa há tempos sim, me evocam força; escalam qualquer coisa, e, por mais forte que eu sopre, às vezes não consigo derrubá-las. Elas vencem muito mais adversidades que nós. E ainda se encolhem quando morrem, preservando sua intimidade, seu corpo, preservando a vida da realidade da morte.
O ser humano se expõe muito, em sua fragilidade. Estamos sempre expostos à violência. Falo da violência no trânsito, da violência moral, das turbas insandecidas se reunindo para agredir (com o verbo ou a pontapés) um ou mais indivíduos; enfim, falo de tudo o que pode nos ferir, e vem se tornando banal, cotidiano.
Hoje me confrontei com situações violentas no trânsito. E eu pensei na fragilidade dos envolvidos. Relatei aqui anteriormente dois episódios violentos que aconteceram na quarta e na terça feira.
Ando vivenciando situações de escárnio, desrespeito, e VIOLÊNCIA; às vezes estas são direcionadas a mim em particular, às vezes a outros, a conhecidos, desconhecidos, amigos, a "grupos" aos quais pertenço ou não.
Não que eu não seja agressiva; eu percebo isto e temo esse círculo vicioso: um é ameaçado pelo outro - igualmente frágil, igualmente vulnerável, por mais que tente se proteger, por mais que pense que consegue se proteger.

VIOLÊNCIA é tudo o que me faz vulnerável. Pode ser direcionada a outra pessoa; pode ser direcionada a um grupo religioso que não o meu; mas quando vejo e vivencio, sinto-me ultrajada. Porque outro sofre, e eu, sua igual, compreendo seu sofrimento, e porque o comportamento pode se repetir em relação a mim também, afinal, é só uma questão de escolha de alvo.

Chega de ladainha, desenho do Dahmer para vocês:

Chama-se Prisões, e é lindo.

Prisões, um outro termo interessante. Nascemos para a liberdade. Pecado é se aprisionar...

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